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A gente se conheceu na internet. No início, eu sabia muito pouco
sobre ela. Depois, vieram alguns desenhos evidenciando sua silhueta.
Finalmente, depois de muito suspense, apareceram as fotos. Como sempre
ocorre nesses casos, chega uma hora em que é preciso trocar o virtual
pelo real e marcar um encontro. Em casa, dei uma desculpa qualquer.
Disse que tinha um lançamento da Porsche
na Europa e me mandei. Na manhã seguinte, ao descer no aeroporto de
Munique, ela estava lá, me aguardando. E a primeira impressão não foi
das melhores... Eu tinha certeza que ela era uma máquina. Mas o
problema estava no visual, especialmente na traseira. Comecei chamando o Porsche Panamera de máquina, assim mesmo, no feminino, porque antes de mais nada qualquer carro da Porsche é uma máquina de respeito. E o Panamera
não seria exceção. Mas o grande (4,97 m) cupê de quatro portas chega
acompanhado de certa polêmica. E ela está no desenho da traseira. O
Marcus (Vinicius Gasques, diretor de redação da Autoesporte) já tinha visto o carro ao vivo na Alemanha
(há cinco meses) e logo em seguida na China, durante o Salão de Xangai
(lançamento mundial do carro). Em ambas as oportunidades, voltou
criticando o visual. Eu precisava tirar minhas próprias conclusões. E
não é que o chefe tinha razão? (Juro que não estou puxando o saco.)  Fonte:http://revistaautoesporte.globo.com
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